Hoje também se sabe que cachorros podem sofrer de epilepsia. Infelizmente, segundo a médica veterinária Carla Alice Berl, diretora do Hospital Veterinário Pet Care, a causa deste problema ainda é desconhecida. “Em muitos casos esta condição é hereditária, aparecendo em quase todas as raças de cães”, explica a veterinária. Trabalhos científicos indicam que de 0,5 a 5% da população canina apresentam sinais de epilepsia durante a vida. Além disso, outras doenças também podem provocar convulsões.
Confira abaixo as principais dúvidas sobre convulsões em animais de estimação e as respostas da médica veterinária Carla Alice Berl, diretora do Hospital Veterinário Pet Care de São Paulo:
O que é epilepsia?
É uma excessiva descarga de energia elétrica nas células do cérebro, pois elas funcionam com impulsos elétricos. A epilepsia manifesta-se quando o animal tem entre seis meses e cinco anos de idade, variando de animal para animal em frequência e intensidade.
Como é uma convulsão?
São contrações musculares bruscas e involuntárias que raramente duram mais que cinco minutos, mas às vezes o proprietário tem a impressão que duram mais. Antes de ter o episódio convulsivo, durante aproximadamente 1 minuto o animal se mostra ansioso, carente, pode se esconder e suas pupilas ficam dilatadas.
Durante a convulsão ele pode urinar ou defecar, perdendo ou não a consciência, salivar, ter movimentos de pedalar ou estender as patas, rotacionar os olhos. Após a convulsão pode haver um estado de confusão mental, respiração rápida e às vezes fraqueza.
Como agir se o animal está convulsionando?
Remova todos os objetos de perto do animal para que ele não se machuque. Tenha cuidado, pois mesmo que seja dócil, o animal pode morder involuntariamente durante as convulsões. Na medida do possível mantenha a calma, pois os animais se prejudicam com a agitação no ambiente. Depois de finalizada a convulsão propicie um ambiente tranquilo para que ele se recupere. Uma vez que a medicação demora de 20 a 30 minutos para começar a agir, não há sucesso em tentar medicar o animal em casa durante a crise.
Quais os riscos que o animal corre?
Ao contrário da espécie humana, os cães não correm risco de enrolarem a língua e morrerem asfixiados, pois sua anatomia muscular é diferente. Entretanto, existe um estado clínico que se chama “status epilepticus” caracterizado por várias convulsões sucessivas. Neste caso, o animal deve ser levado imediatamente ao médico veterinário, pois pode ser fatal.
Há tratamento?
É importante ficar claro que o tratamento para a epilepsia não cura, mas controla o aparecimento das convulsões em frequência, intensidade e duração. Além de medicação, alguns proprietários optam por tratamento conjunto com vitaminas e acupuntura.
01.11.11
CONVULSÃO EM CACHORROS
Por Globo.com
Muitos mitos foram criados sobre epiléticos no passado. Por centenas de anos se acreditou que pessoas vítimas de convulsões estavam na verdade sob possessão demoníaca e por isso eram tratados espiritualmente. Com a evolução da ciência e um maior conhecimento do cérebro humano, é do conhecimento de todos que se trata de uma doença que provoca perdas momentâneas do controle da coordenação e movimentos involuntários.
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